A construção tradicional é um dos sistemas mais conhecidos e utilizados no mercado. Baseia-se numa estrutura resistente em betão armado, composta por fundações, pilares, vigas e lajes, complementada por paredes em alvenaria, normalmente em tijolo ou bloco.
É uma solução familiar para clientes, técnicos e construtores, frequentemente associada a robustez, durabilidade e sensação de solidez. Para muitos clientes, transmite confiança por usar materiais conhecidos e mão de obra amplamente disponível.
Como funciona este sistema?
Neste método, a estrutura principal da casa é executada em betão armado. Primeiro são feitas as fundações; depois os pilares, vigas e lajes formam o esqueleto resistente do edifício. Em seguida, levantam-se as paredes em alvenaria, que dividem os espaços interiores e fecham a envolvente exterior.
Depois entram as instalações técnicas, como eletricidade, canalização, esgotos, climatização e outras especialidades. Por fim, são aplicados rebocos, betonilhas, isolamentos, revestimentos, pavimentos, pinturas, carpintarias e restantes acabamentos.
É uma construção composta por várias fases sucessivas, muitas delas dependentes de tempos de secagem e cura dos materiais.
Robustez e solidez
A estrutura em betão armado e as paredes em alvenaria transmitem uma perceção de construção forte, estável e resistente.
Grande durabilidade
Quando bem projetada e executada, pode oferecer uma vida útil longa, desde que sejam respeitadas boas práticas de isolamento, impermeabilização e manutenção.
Sistema muito conhecido
É um método familiar para arquitetos, engenheiros, empreiteiros, bancos, avaliadores, compradores e entidades licenciadoras.
Liberdade arquitetónica
Permite criar diferentes volumetrias, vãos, divisões, fachadas e estilos, desde moradias tradicionais a casas modernas.
Conforto quando bem isolada
Com isolamento adequado, boas caixilharias, cobertura eficiente e boa execução, pode oferecer bom desempenho térmico e acústico.
Materiais disponíveis
Tijolo, bloco, cimento, ferro, betão, argamassas, rebocos e revestimentos são materiais correntes e fáceis de encontrar no mercado.
Tempo de obra
A construção tradicional tende a ter um prazo de execução mais longo do que sistemas mais industrializados, como o LSF/aço leve ou a madeira maciça encaixada.
Isto acontece porque muitas fases são feitas no local e dependem de processos húmidos, como betonagens, assentamento de alvenarias, rebocos, betonilhas e pinturas. Estes trabalhos exigem tempos de execução, secagem e cura.
Numa moradia, o prazo pode variar bastante conforme a dimensão, complexidade do projeto, condições do terreno, equipa disponível, clima, fornecimento de materiais e nível de acabamentos. Após o início da obra, pode situar-se aproximadamente entre 10 e 18 meses, podendo ser inferior ou superior conforme o caso.
Este prazo não inclui projetos, licenciamento, aprovações camarárias, financiamento ou outros procedimentos prévios.
Pontos a considerar
- Exige maior coordenação entre equipas e especialidades.
- Depende de processos húmidos, como betão, argamassas, rebocos e betonilhas.
- Os prazos podem ser mais sensíveis ao clima, à disponibilidade de mão de obra e à coordenação da obra.
- Pode gerar mais entulho e maior movimentação de materiais quando comparada com sistemas mais industrializados.
- Para garantir qualidade, é essencial ter bom projeto, fiscalização adequada, materiais de qualidade e equipa experiente.